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COMUNICAÇÃO

14/05/2026

GT criado pelo CBH Paranaíba discute soluções para avanço de algas em Cachoeira Dourada

GERAL

    GT criado pelo CBH Paranaíba discute soluções para avanço de algas em Cachoeira Dourada

O Grupo de Trabalho (GT) Macrófitas Aquáticas Egeria, instituído pela Câmara Técnica de Planejamento (CTP) do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba, realizou reunião nesta quarta-feira (14) para discutir os impactos causados pela proliferação de algas na região de Cachoeira Dourada. O fenômeno tem causado prejuízos ao turismo e à pesca, além de impactos ambientais, como a mortandade de peixes.

 

Durante a reunião, os integrantes do grupo definiram o cronograma de trabalho e elegeram a diretoria do GT. A professora da Universidade Federal de Jataí, Mônica Rodrigues Ferreira Machado, foi escolhida como presidente do grupo. Já Ilce Santos Oliveira, integrante da diretoria de pesquisas da Emater Goiás, assumirá a função de relatora.

 

O encontro também contou com a apresentação de dados e estudos realizados pela Enel Brasil, empresa responsável pela usina hidrelétrica de Cachoeira Dourada. A companhia monitora a qualidade da água por meio de mais de 40 pontos de coleta de informações, utilizados para subsidiar análises e ações relacionadas ao reservatório. Parte desses dados foi compartilhada com os integrantes do GT e deverá ser complementada em uma próxima reunião.

 

Representantes da Prefeitura de Cachoeira Dourada e pescadores da região também participaram do encontro e relataram os desafios enfrentados pelo município em razão do avanço das algas, destacando os impactos econômicos causados à atividade turística e aos trabalhadores que dependem da pesca.

 

Na abertura da reunião, o presidente do CBH Paranaíba, João Ricardo Reiser, agradeceu a participação das instituições envolvidas e reforçou a importância do grupo de trabalho na construção de soluções para o problema. Segundo ele, o Comitê já possui um aporte previsto de R$ 500 mil para ações emergenciais na região. No entanto, destacou que o principal objetivo do GT é pensar em medidas estruturantes e de longo prazo.

 

“Precisamos buscar soluções duradouras, que contribuam para reduzir a presença dessas algas e minimizar impactos ambientais, como a mortandade de peixes”, ressaltou.

 

A relatora do GT, Ilce Santos Oliveira, destacou que a situação tem avançado de forma preocupante na bacia hidrográfica do Rio Paranaíba e que os dados apresentados durante a reunião mostram um crescimento expressivo da proliferação das algas entre 2024 e 2026. Segundo ela, o grupo de trabalho chega em um momento importante para reunir informações técnicas e planejar ações mais assertivas.

 

“Essa primeira reunião foi muito positiva. Foram apresentados dados oficiais que nos dão subsídio para planejar os trabalhos de forma mais assertiva. A princípio, as ações serão voltadas para mitigar os problemas, mas o objetivo também é descobrir as causas dessa proliferação para atuar diretamente nelas”, afirmou.

 

Ilce também ressaltou a expectativa de que o grupo desenvolva um trabalho técnico, planejado e eficiente, considerando os impactos causados às comunidades locais. “O sustento de pescadores e agricultores depende diretamente desse trabalho que será proposto e realizado pelo grupo”, completou.

 

A próxima reunião do grupo está prevista para acontecer no dia 4 de junho, quando deverão ser apresentados novos dados e encaminhamentos para continuidade dos trabalhos.


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