28/11/2025
Bacia do Rio Paranaíba é tema de estudos apresentados no 26º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos
GERAL
A Bacia do Rio Paranaíba esteve no centro de diversas discussões técnicas e científicas durante o 26º Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, realizado em Vitória (ES). Membros do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba), equipe técnica e pesquisadores envolvidos com o Plano Integrado de Recursos Hídricos (Pirh) apresentaram trabalhos que reforçam a importância do território no cenário nacional da gestão das águas.
Entre os destaques, o professor Antonio Pasqualetto, membro do comitê e docente da PUC Goiás, levou ao evento um estudo sobre governança das águas. Ele ressaltou que, apesar da evolução técnica e da qualificação dos profissionais que atuam na área, ainda existem desafios que precisam ser enfrentados no estado de Goiás.
Segundo Pasqualetto, é necessário “aprofundar a interação entre o Estado e a sociedade, fortalecer as capacidades institucionais e ampliar os investimentos em planejamento e gestão”. Para ele, compartilhar esses aprendizados em um evento nacional ajuda a consolidar o papel do CBH Paranaíba e aprimorar as discussões nas plenárias do colegiado.
A analista ambiental do comitê, Kamila Almeida, também marcou presença com um trabalho que analisou o relevo e a espacialização do Ribeirão Anicuns, que corta o espaço urbano de Goiânia(GO) e faz parte da bacia do Paranaíba. O levantamento identificou áreas com potencial de alagamento, tanto em regiões urbanas quanto em Áreas de Preservação Permanente (APPs). As informações contribuem para o planejamento territorial e podem orientar futuras ações de prevenção e gestão de riscos.
O consórcio Engecorps-Profill, responsável pela revisão do Pirh da bacia, apresentou metodologias inovadoras utilizadas na elaboração do plano. Representando a equipe, Andréia Pedroso destacou que a proposta é entregar diagnósticos mais completos e que dialoguem com a realidade da bacia.
Segundo ela, “o objetivo é trazer ferramentas que permitam enxergar a bacia de forma integrada, facilitando a tomada de decisões”. Andréia explicou ainda que a inovação ajuda a prever cenários e “construir soluções mais eficientes para o uso da água no futuro”.
A representante da FIEMG no comitê, Patrícia Coelho, acompanhou painéis voltados ao uso racional da água na indústria e à alocação negociada — instrumento que vem ganhando relevância diante dos conflitos relacionados à disponibilidade hídrica. Para Patrícia, “a alocação negociada oferece caminhos mais conscientes e flexíveis para equilibrar as demandas dos diferentes usuários”.
Ela reforçou também o movimento crescente das indústrias em investir em reúso de água, prática que reduz impactos e agrega valor à produção.
A participação ativa do CBH Paranaíba no simpósio demonstra o compromisso do comitê com a construção de conhecimento técnico, o fortalecimento da governança da água e o engajamento nas principais discussões sobre o futuro dos recursos hídricos no Brasil.